Na universidade | Para um pensamento úmido: a filosofia a partir de Jacques Derrida

Para um pensamento úmido: a filosofia a partir de Jacques Derrida

Tese de doutorado, PUC-Rio, 2007, 453f (2 volumes)

Autor(a): Rafael Haddock Lobo

Orientador(a): Paulo Cesar Duque Estrada

“Para um pensamento úmido: a filosofia a partir de Jacques Derrida” é um estudo que visa a apresentar alguns aspectos estruturais à constituição do pensamento ocidental que parecem ter sido recalcados pela filosofia ao longo de sua história. Para tanto, a fim de apresentar esta estrutura – ao mesmo tempo constitutiva e recalcada – do pensamento, recorreu-se à metáfora baconiana do úmido ou, mais precisamente, da umidade do úmido. Em seu Novum Organum, dedicado à formulação de um método científico que evite o erro e conduza o homem no caminho do conhecimento verdadeiro, Francis Bacon rechaça com veemência a esfera da comunicação como lugar, por excelência, do erro, fruto da ambigüidade ocasionada pelo uso indevido das palavras. O termo úmido é, então, tomado como exemplo para ilustrar os equívocos produzidos pela linguagem por não ser de precisa definição, não sendo seco nem molhado. A tese em questão parte do princípio que o intuito de Bacon pode ser entendido como uma atitude típica da filosofia, qual seja, a sua necessidade de clareza, distinção, imunidade, contenção, determinação, consistência, unidade, isolamento etc, e vê nessa característica uma semelhança com a crítica que muito comumente se associa ao pensamento de Jacques Derrida e ao seu esforço para não oferecer nenhuma definição precisa, nenhuma conceitualização possível, apresentando, sob o nome “desconstrução”, um pensamento contaminado e disseminado através de seus “quase conceitos”: os indecidíveis. Com isso, uma análise paciente da indecidibilidade nas primeiras obras de Derrida constitui a primeira parte da tese, seguida de uma tentativa de se compreender a umidade do úmido a partir de algumas características assumidas pelo pensamento desconstrutor: a contaminação pela alteridade, a metaforicidade, a ficcionalidade, a tradutibilidade e o elemento autobiográfico do texto.

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