Premier

Nessa outra cidade o estranho se redobra. Em mim, mil vezes, sempre, estrangeira onde nasci.
Nos outros lugares caminho na descoberta de situar uma parte que não se coloniza, cidade de
cidade nenhuma.

No início, os ouvidos exigiam música, filtro de diversos sons que me atingiam como bala – é
preciso sentir a violência do som que atravessa sem pedir passagem. Mas os olhos sempre
foram mais livres e tentavam registrar como marca eterna rostos e lugars que nunca se
cobririam totalmente de familiaridade. E me foi possível a liberdade de ser quase sem nome.
Nesse lugar outro ao qual destinei uma fome inédita do que é desconhecido, me perdi umas
tantas vezes. No final de uma estadia, quero revisitar certas marcas, juntar os pedaços de
cidade pra inventar seus retratos. E, no que é crônico, despejo algumas momento de agudez,
imagens separadas em dias, em arrondissements.

Hoje, o primeiro.

Alice C.

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