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Arquivo da tag: Paula Delecave

Curadoria de imagens por Paula Delecave*

Texto: Wikipédia – a enciclopédia livre

Masao Yamamoto, nascido em 1957 na cidade de Gamagori, Japão, é um fotógrafo freelancer que começou seus estudos como pintor. Atualmente, Masao usa a fotografia para capturar imagens que evoquem memórias. Ele borra a fronteira entre pintura e fotografia, experimentando em suas superfícies de impressão fotográfica: tinge, colore com chá, pinta suas fotografias. Seus temas incluem nus, naturezas-mortas e paisagens. Ele também produz inatAlações com suas pequenas fotografias para mostrar cada fotografia como parte de uma realidade maior.

Masao, falando de seu trabalho Shizuda, em seu website, cita o Tao Te Ching , onde um velho filósofo chines Lao-tzu escreveu: (…) “Uma grande presença é difícil de ser notada. Um grande som é dificil de ser ouvido. Uma grande figura não tem forma. “O que ele quer dizer, diz Masao, é que o mundo é cheio de sons que nós humanos não somos capazes de escutar. Por exemplo, não escutamos os sons criados pelo movimento do Universo. Embora esse som exista, nós o ignoramos e agimos como se só existisse o que escutamos. Lao-tzu nos ensina a aceitar humildemente que interpretamos apenas um pequeno papel no grande esquema do universo. Eu me sinto conectado a essas palavras. (…)”

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Curadoria de imagens por Paula Delecave*
Texto: Wikipédia – a enciclopédia livre

 

William “Bill” Traylor (1854-1949) foi um Africano-Americano artista autodidata de Lowndes County, Alabama. Nascido em escravidão, Traylor passou a maior parte de sua vida trabalhando como um escravo e meeiro. Foi só depois de 1939, após a sua mudança para Montgomery, Alabama que Traylor começou a desenhar. Na idade de 85, ele pegou um lápis e um pedaço de papelão para documentar suas lembranças e observações. De 1939 a 1942, enquanto trabalhava nas calçadas de Montgomery, Traylor produziu cerca de 1.500 peças de arte.

Enquanto Traylor recebeu sua primeira exibição pública em 1940, não foi até o final de 1970, 30 anos após sua morte, que seu trabalho finalmente começou a receber mais ampla atenção. Aceitação recentes de Traylor como uma figura significativa do povo americano e de arte moderna foi fundada tanto nos esforços de Charles Shannon, assim como os gostos evolução do mundo da arte. Shannon, que encontrou pela primeira vez o trabalho de Traylor em 1940, trouxe Traylor para a atenção do mundo da arte maior. Desde então, a percepção do público e acadêmico da vida de Bill Traylor e trabalho tem sido em constante evolução. Realizado pela primeira vez como um exemplo de “primitivo” ou “fora” da arte, Traylor passou a deter uma posição central nas áreas de “autodidata” e arte moderna.

 

Bill Traylor , Carl Hammer Gallery Chicago

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Por Paula Delecave

E de repente, naquele longínquo início de 1950, quando o cotidiano da vida americana  parecia destinado a permanecer imortalizado nas imagens monocromáticas de Robert Frank, William Klein, Diane Arbus ou Weegee,  Nova York se viu banhada em cores.

Tudo obra da visão  pioneira de Saul Leiter,  filho de um erudito rabino nascido em Pittsburgh que fez do East Village em Manhattan sua pátria definitiva e fotografou Manhattan em amarelo, verde, vermelho e azul Kodachrome como ninguém.

Leiter morreu no dia 26 do último novembro, aos 89 anos, 60 dos quais viveu ora esquecido pelo circuito das artes ora sendo redescoberto e cultuado como joia rara. Seu reconhecimento final pelas grandes instituições mundiais ocorreu somente a partir de 2006, quando já passara dos 80 anos… Em depoimento à Fundação Henri Cartier-Bresson de Paris, que tinha reservado um andar para sua obra em preto e branco e dedicara outro andar inteiro para os trabalhos em cor, ele explicou assim as vantagens de ter os passos ignorados: “Creio que foi o que me permitiu olhar à minha volta e reagir sem estar preparado de antemão. Pude ver o que os outros não viram.”

(..) As imagens do autodidata Leiter eram envolventes e luminosas, ternas. Mesmo quando vibrantes, emanavam quietude. Sua obra era contemplativa, preocupada com cor e geometria. “Ver é uma tarefa bastante negligenciada”, costumava dizer. Preferia não estatelar em demasia a sua intenção nem o seu foco. “Gosto quando não sabemos por que o fotógrafo fez determinada foto; e quando de repente, sem sequer saber a razão de estar olhando para determinada imagem, descobrimos algo nela, só então começamos a ver. Gosto dessa confusão”, ensinava.”

Dorrit Harazim
Saul Leiter (1923-2013), O retratisa do fluir a vida

Mother & Baby In Mirror, 1950s by Saul Leiter

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É com enorme satisfação que damos as boas vindas e postamos hoje o que esperamos ser o primeiro de muitos posts “assinados” por Paula Delecave. Designer, ilustradora e atriz, Paula é parceira desde o início da editora Subversos, sendo de sua autoria as capas e projetos gráficos dos livros Patu – a mulher abismada e Um início na vida.

Musculação para a imaginação é, para dar uma definição curta, a reunião de imagens garimpadas na Internet. Se, mais acima, coloquei aspas em ‘assinados’, é por se tratar, em primeiro lugar, de um trabalho de curadoria. Isso traz à tona a questão e a discussão do estatuto do trabalho do curador no que diz respeito à criação propriamente dita. Isso posto, depois de ver as séries de imagens que Paula constrói a partir do que acha na rede, dizer que não há algo de artístico nesse trabalho seria dar prova de certa miopia. A mesma delicadeza encontrada em Patu – a mulher abismada e em Um início na vida se faz aqui presente e perpassa discreta e elegantemente as séries que veremos nessa nova coluna do Blog da Subversos. Delicadeza que enoda e confere unidade, delicadeza que é estilo.

Lourenço Astúa de Moraes
Editor da Subversos e do Blog da Subversos

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MUSCULAÇÃO PARA A IMAGINAÇÃO

Por Paula Delecave*

Porque sou curiosa dos olhos, as imagens sempre exerceram fascínio sobre mim.

De onde nem sei, com minha pouca idade, veio a colagem. Segui com ela até hoje e espero que continue ao meu lado por todos os lados e direções. Talvez por aí tenha chegado a me formar designer e ilustradora.

Antes da internet, o baú do meu imaginário ficava na casa dos meus avós, na rua Assis Bueno, na biblioteca que povoará para sempre meus sonhos.

Na internet, ferramentas como o Pinterest reabriram essa sensação de caça ao tesouro. De alguns meses para cá, tenho, então, povoado minha página do Facebook com as imagens que, para mim, de tão encantadoras, divertidas, impressionantes e desafiadoras precisam ser compartilhadas e agrupadas de algum modo. Veio então o convite para a coluna. Meio tímida, aceitei.

Agradeço aqui o espaço para compartilhar esse imaginário, e espero que se divirtam com o passeio.

Fica a admiração por toda a gente que também pesquisa e posta nesses sites de imagens e um muito obrigado aos meus avós pelas heranças!

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CARNAVALIZAI-VOS

Uma das coisas de que mais gosto e da qual não posso prescindir no carnaval é me fantasiar e ver as fantasias desfilando pelas ruas – fora do bloco, tomando um café na padaria, ou dentro dos blocos evoluindo nas ruas do Rio. Este ano comecei despretensiosamente a pesquisar e postar imagens do que, para mim, seria um imaginário “fantasioso”. Como sou uma pesquisadora nada metódica, ao longo da pesquisa fui aprendendo a legendar as imagens (peço desculpas por aquelas que vão sem).

Agradeço também aos pesquisadores dos quais retirei várias das imagens no Pinterest (Kim Skiles é uma delas).

Bom divertimento.

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